Avaliando a abordagem de um currículo de história Por Dawn Duran

Durante nossa trajetoria no homeschool aprendi a importância do estudo da história.


Destruction of the Temple in Jerusalem by Francesco Hayez. Oil on canvas, 1867.

Aprendi que muitas vezes, a história é apresentada como uma simples sucessão de nomes e datas. No entanto, o seu valor mais profundo reside no compromisso com a verdade dos fatos. Estudar o passado com rigor é essencial para quem busca uma formação intelectual sólida e honesta.


Aprendi sobre a impotância das biografias, por isso acabei tradizindo os 4 livros de John Haaren.


Neste post compartilho o artigo escrito por Dawn Duran que alerta para o crescimento da história revisionista e oferece critérios práticos para os pais identificarem currículos enviesados.


A autora adverte sobre a substituição de biografias clássicas e figuras históricas fundamentais por obras de menor qualidade, escolhidas apenas por "relevância cultural" ou etnia. O critério de escolha deve ser sempre a importância histórica e a excelência da escrita, não apenas a representatividade.

Segue algumas partes do texto: 


A história revisionista é abundante e pode ser promovida por ambos os lados do espectro ideológico. Por natureza, o estudo da história envolve afirmações sobre o passado que são objetivamente verdadeiras ou falsas. Infelizmente, alguns criadores e autores de currículos apresentam informações errôneas como fatos, o que torna os livros didáticos de história terreno fértil para a promoção de uma narrativa falsa e tendenciosa, em vez de um relato verdadeiramente objetivo. Assim, é necessário ainda mais discernimento ao escolher materiais para o estudo da história em sua educação domiciliar.

Pode ser desafiador encontrar um currículo cujo objetivo seja ser o mais objetivo possível e que, ao mesmo tempo, promova a humildade necessária para examinar um período histórico sob sua própria perspectiva, em vez de uma posição moderna de superioridade. O que um pai ou mãe que opta pelo ensino domiciliar deve procurar ao avaliar a abordagem de um currículo de história? Vamos considerar alguns pontos.

Os pais devem estar atentos à manipulação emocional. Você está sendo exposto a essa tática quando se depara com uma linguagem que descreve sua história como "problemática". Além disso, narrativas históricas falsas são frequentemente apresentadas a famílias que praticam o ensino domiciliar em nome da virtude. Palavras como "amor", "humildade" e "empatia", comuns na comunidade do ensino domiciliar, precisam ser claramente definidas e não simplesmente aceitas ingenuamente por soarem como virtudes. Os pais devem desconfiar quando um forte apelo às emoções é usado em vez de um argumento substancial baseado em fatos.

Além disso, desconfie de editoras que afirmam tentar ensinar “história real” para crianças muito pequenas. Isso geralmente é um eufemismo para um plano de abordar temas muito difíceis – como escravidão, tráfico humano, infidelidade, corrupção etc. – para alunos do ensino fundamental. Esses são temas que podem e devem ser estudados com alunos mais velhos, mas se os autores do currículo incorporam intencionalmente tais lições nas séries iniciais do ensino fundamental, isso demonstra que eles não entendem o que é apropriado para o desenvolvimento infantil. Essa não é a abordagem de educadores, mas sim de quem impõe uma agenda. Muitas vezes, é um sinal de alerta que indica problemas mais profundos no currículo e em suas suposições sobre crianças e sociedade. Já escrevi sobre isso anteriormente nos posts Sobre História Revisionista e Sobre Ensinar História “Honestamente”.

As editoras de materiais didáticos estão substituindo discretamente livros de história e biografias por obras mais diversas, em resposta à demanda por maior representatividade daqueles que defendem que a etnia é mais importante que o mérito. Elas utilizam cada vez mais o critério de “relevância cultural” em detrimento da qualidade ou importância das pessoas e dos eventos. Essas obras, às vezes sobre figuras relativamente obscuras, podem ser um excelente complemento ao material de leitura de um aluno, mas será que deveriam substituir completamente a leitura de um livro excepcional sobre uma figura como um dos Pais Fundadores? Os pais devem observar atentamente essas mudanças e tentar identificar tendências em relação aos temas das biografias que estão sendo substituídas. Além disso, os pais devem avaliar a qualidade da escrita do novo livro: ela é, no mínimo, igual à do livro que está sendo substituído? Se não for, por que seria digno de substituir o livro anteriormente utilizado?

Post original: thediscerninghomeeducator.substack.com

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