A Matemática Clássica: Entendemos Certo?

Será que tudo o que aponta para o belo e moral é clássico? Ou será que inserir uma citação de Euclides ou Descartes no início de um capítulo é suficiente para tornar um livro de matemática "clássico"? Se fosse assim, até os livros didáticos comuns seriam. Como podemos, por exemplo, abordar as quatro operações básicas de forma clássica? Seria apenas com uma citação de um matemático famoso ao lado?Da mesma forma, será que versículos em um livro didático o tornam cristão?


Talvez uma das maiores confusões na educação hoje esteja justamente no significado da expressão "educação clássica". Muitas propostas utilizam esse nome, mas será que todas partem da mesma compreensão do que é, de fato, o ensino clássico?

O trecho abaixo, do artigo On Teaching: Part III, da Bibliotecária de Celaeno, traz uma reflexão que merece nossa atenção:

Primeiro, “clássico” raramente significa clássico. Na melhor das hipóteses, essas escolas clássicas oferecem o tipo de educação tradicional que você encontraria em uma escola pública decente anterior a 1964. O que quero dizer com isso? ... significa diagramar frases e escrever em letra cursiva; significa literatura 'clássica'.” E: “[E]sta compreensão comum de 'Clássico' é uma colagem de normas e métodos dos tempos do progressismo passado, revestida de um verniz tradicional pela nostalgia da geração baby boomer, mas que, em última análise, é totalmente compatível com, e de fato auxiliar a, o neoliberalismo gerencial e está bem dentro dos limites do discurso domesticado do conservadorismo moderno.”

Neste vídeo, vamos mergulhar no que realmente faz um currículo ser clássico. Para começar, vamos olhar para a matemática.

Assista o vídeo e deixe seu cometário para mim, aqui ou lá no Youtube.








Referências citadas no vídeo:

Abraços e até mais ;)

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